A mulher que fez 3 faculdades para cuidar melhor de quem estava morrendo
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📌 Episódio 3 da Série “Cuidar Até o Fim”
🧵 [Do episódio anterior…]
Você conheceu Santa Fabíola, a primeira cuidadora de fim de vida da história, que abriu sua casa em Roma para acolher os doentes que ninguém mais queria ver.
Ela foi o começo.
Mas os séculos passaram… e o mundo mudou.
Hoje, o que antes era cuidado por compaixão, precisa também de técnica, decisão clínica e ética profissional.
E foi exatamente isso que motivou a mulher da nossa história de hoje — uma mulher que decidiu estudar mais do que qualquer protocolo exigia.
👩⚕️ O nome dela? Cicely Saunders.
A fundadora dos Cuidados Paliativos modernos.
Cicely nasceu na Inglaterra em 1918.
E ao longo da vida, fez algo que poucos profissionais da saúde ousariam:
Três graduações. Em áreas completamente diferentes.
Porque ela tinha uma missão clara: cuidar bem de quem estava morrendo.
👣 Etapa 1 – Assistente Social
Ela começou sua vida profissional como assistente social.
Trabalhava com pacientes com câncer, oferecendo suporte emocional e prático.
Mas algo a incomodava:
Ela sentia que só ouvir e orientar não era o suficiente.
Queria tocar. Estar mais próxima. Cuidar com as mãos, não apenas com as palavras.
👣 Etapa 2 – Enfermeira
Então, já adulta, ela voltou à universidade e se formou em Enfermagem.
Começou a atuar diretamente nos cuidados com pacientes terminais.
Podia agora limpar feridas, aplicar remédios, aliviar dores.
Mas outra inquietação surgiu:
“Por que tantos médicos não fazem nada quando a dor é insuportável? Por que ninguém trata o sofrimento como prioridade?”
Ela queria poder decidir. Queria ser a ponte entre o sofrimento e o alívio.
👣 Etapa 3 – Médica
Cicely fez algo que poucos fariam: se formou em Medicina aos 39 anos.
Já com experiência de vida, maturidade e uma causa profunda no coração.
Como médica, ela começou a revolucionar tudo.
Fundou, em 1967, o St. Christopher’s Hospice, em Londres — o primeiro centro moderno focado exclusivamente no cuidado integral de pacientes em fim de vida.
E ali, nasceu um novo modelo de medicina:
Não centrado na cura a qualquer custo, mas na dignidade até o último suspiro.
🪟 Um detalhe emocionante…
O St. Christopher’s tem até hoje uma placa com uma frase deixada por David Tasma, um paciente judeu que contribuiu financeiramente para a fundação do hospice.
“Serei uma janela na sua casa.”
Ele queria que sua morte ajudasse a abrir espaço para outros morrerem em paz.
E foi isso que Cicely fez: abriu uma janela no sistema de saúde.
Por ela, hoje, milhões de profissionais entendem que o fim não é o fim do cuidado.
🔍 Mas… e no Brasil?
A maioria dos profissionais ainda não recebe esse tipo de formação.
Não sabe identificar um paciente em terminalidade.
Não sabe conversar com a família sobre o que está por vir.
E — o mais grave — não sabe como aliviar a dor que o tratamento convencional já não resolve.
🧭 É aí que entra o CP360.
O Protocolo CP360 foi criado para dar o que a maioria das faculdades não ensina:
✅ Como conduzir o cuidado paliativo com segurança clínica,
✅ Como respeitar o paciente com técnica e escuta ativa,
✅ Como fazer parte de uma nova geração de profissionais que entende que “acompanhar” também é salvar.
O CP360 é o que Cicely Saunders sonhou — agora disponível, em português, para quem quer fazer diferente.
📍 E no próximo episódio…
Você vai entender o que é um hospice moderno — e por que ele não se parece em nada com um hospital.
Na verdade, muitos confundem com um hotel ou uma casa de campo.
Mas o mais importante não é o lugar — é o que acontece ali dentro.
E por que isso pode (e deve) ser feito também dentro da sua clínica, hospital ou serviço de saúde.🔔 Ative as notificações.
💬 Comenta aqui: Você já ouviu falar em Cicely Saunders antes?

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